Motivos para o abandono precoce no desporto

Numa sociedade cada vez mais marcada pelo sedentarismo e pelas doenças intrínsecas ao mesmo, é fundamental o incentivo á pratica desportiva nos jovens para o combate a este tipo de problemas. Mas com este incentivo, por vezes, pais e dirigentes pressionam os jovens de forma exagerada, o que psicologicamente, pode levar ao abandono da prática desportiva por parte dos mesmos, uns pela pressão, outros pela desmotivação, são vários os motivos que podem levar ao abandono, este é mote para uma pesquisa e discussão sobre o que leva os jovens ao abandono.

Segundo Santos(2008) “o desporto valoriza socialmente o Homem, proporciona uma melhoria do seu auto-conceito, e a aprendizagem de uma modalidade desportiva constitui uma das mais significantes experiencias que o ser humano pode viver com o seu próprio corpo.”

Além da prática desportiva é também preponderante aos agentes desportivos preocuparem-se com o abando do mesmo.

“Num estudo sobre o abandono e as suas motivações realizado por Oliveira et al (2007) verificou-se que 42% dos individuos abandonavam a natação nos escalões mais jovens (juvenis), em júnior 33% e somente 8% em seniores(…) as motivações para esse abandono seriam os resultados negativos, falta de apoio, as lesões, a falta de conciliação dos estudos com o desporto, a rotina dos treinos e a falta de integração social.” Santos (2008)

Boulgakova (1990) citado por Santos(2008) verificou que as razões para o abandono desportivo seriam a falta de resultados desportivos ou a sua estagnação, o aparecimento de outro tipo de interesses, a mudança de treinadores.

Vasconcelos (2003) num estudo realizado em Portugal verificou que atletas de elite abandonavam o desporto, devido ao estilo de vida, ao cansaço do calendário desportivo e os maus resultados.

Santos (2008) conclui que pelos estudos “os possíveis factores de abandono precoce desportivo serão os treinos monótonos, os treinos demasiado agressivos, a estagnação de resultados (…) a envolvência dos pares e familiares (…) a saturação do ritmo desportivo e competitivo.”

Silva (2013) aponta de entre os factores de abandono desportivo as lesões.

Em suma na perspetiva do rendimento, o abandono deve-se então:

  • Aumento das cargas especializadas;
  • A grande rigidez e disciplina no treino;
  • A pressão das competições em idades baixas;
  • A saturação do treino;
  • A aversão à prática desportiva;
  • Os problemas escolares e familiares (Almeida e Monteiro, 2004).

Conclui-se por tanto que a pressão em volta da competição tem uma carga psicológica muito grande, é importante motivar os atletas de forma a segurá-los na modalidade para com à vontade poderem atingir os objectivos a que se propõem.

Assim note-se que a competição está intrínseca à pressão de resultados, mas deve ser sempre aplicada de forma cuidada e perspicaz para assim evitar o abandono.

Referencias:

http://www.efdeportes.com/efd127/o-abandono-precoce-do-desporto-pelos-jovens.htm

https://prezi.com/mvbvkabv9bh6/a-especializacao-precoce-e-a-exclusao-ou-abandono-precoces/

http://cptdg.blogs.sapo.pt/2043.html

Stress e Ansiedade no Desporto

O desporto de competição tem em si uma componente emocional muito forte naquilo que é o jogo ou pratica do mesmo, essa carga emocional, afecta não só atletas mas também árbitros treinadores e todo e qualquer ser que esteja sujeito á pressão dos resultados.

Todos aqueles que já viveram ou vivem o desporto de competição devem ter passado por situações de stress e ansiedade no despor, uns pela pressão de atingir os resultados dentro de campo, outros por regressarem de lesão e pensarem constantemente que poderão ter uma recidiva, ou até, pelo simples facto de o decorrer “saudável” da competição depender directamente do seu trabalho. De facto, são hoje já conhecidas as crescentes exigências que se colocam em cima dos ombros de atletas árbitros treinadores e dirigentes, bem como a pressão psicológica a que estes agentes desportivos estão sujeitos, “não sendo de estanhar a dificuldade ou incapacidade de muitos em enfrentar e lidar eficazmente com as exigências competitivas” (Cruz et al. 1994).

Estudos demonstram uma “elevada incidência de stress e ansiedade em contextos desportivos, experienciada por muitos atletas, independentemente da idade e do nível competitivo.” Assim sendo, “são claros” as consequências avassaladoras no rendimento competitivo destes atletas, conforme evidenciam alguns estudos.

“Tradicionalmente , o stress e a ansiedade no desporto têm sido vistos como factores perturbadores que, invariavelmente, prejudicam o rendimento dos atletas. Esta ideia tem sido reforçada pelo facto de a maior parte das investigações psicológicas em contextos desportivos integrar alguma técnica de redução da ansiedade.”

Reglin(1992) diz-nos que investigações recentes têm apresentado um ”quadro complexo do papel destes dois factores tão limitativos no rendimento desportivo, salientando também os seus efeitos positivos.”

Ou seja, ainda não se vislumbra consenso entre os investigadores, embora haja mais, quem acredite que os factores emocionais são a explicação para quebras de rendimento sem motivos aparentes, “daí o stress e a ansiedade pareçam ter, umas vezes, efeitos facilitativos do rendimento e, outras vezes efeitos debilitativos no rendimento.”

Além dos efeitos na directos na competição propriamente ditos, Cruz (1994) afirma que “o abandono da competição”, “a maior vulnerabilidade a lesões e a sua recuperação, parecem também consequências do stress e da ansiedade(…)”.

Referencias:

Cruz, J.F. (1996). Stress e ansiedade na competição desportiva: Natureza, avaliação e efeitos. in. http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/21084