O desporto de competição tem em si uma componente emocional muito forte naquilo que é o jogo ou pratica do mesmo, essa carga emocional, afecta não só atletas mas também árbitros treinadores e todo e qualquer ser que esteja sujeito á pressão dos resultados.

Todos aqueles que já viveram ou vivem o desporto de competição devem ter passado por situações de stress e ansiedade no despor, uns pela pressão de atingir os resultados dentro de campo, outros por regressarem de lesão e pensarem constantemente que poderão ter uma recidiva, ou até, pelo simples facto de o decorrer “saudável” da competição depender directamente do seu trabalho. De facto, são hoje já conhecidas as crescentes exigências que se colocam em cima dos ombros de atletas árbitros treinadores e dirigentes, bem como a pressão psicológica a que estes agentes desportivos estão sujeitos, “não sendo de estanhar a dificuldade ou incapacidade de muitos em enfrentar e lidar eficazmente com as exigências competitivas” (Cruz et al. 1994).

Estudos demonstram uma “elevada incidência de stress e ansiedade em contextos desportivos, experienciada por muitos atletas, independentemente da idade e do nível competitivo.” Assim sendo, “são claros” as consequências avassaladoras no rendimento competitivo destes atletas, conforme evidenciam alguns estudos.

“Tradicionalmente , o stress e a ansiedade no desporto têm sido vistos como factores perturbadores que, invariavelmente, prejudicam o rendimento dos atletas. Esta ideia tem sido reforçada pelo facto de a maior parte das investigações psicológicas em contextos desportivos integrar alguma técnica de redução da ansiedade.”

Reglin(1992) diz-nos que investigações recentes têm apresentado um ”quadro complexo do papel destes dois factores tão limitativos no rendimento desportivo, salientando também os seus efeitos positivos.”

Ou seja, ainda não se vislumbra consenso entre os investigadores, embora haja mais, quem acredite que os factores emocionais são a explicação para quebras de rendimento sem motivos aparentes, “daí o stress e a ansiedade pareçam ter, umas vezes, efeitos facilitativos do rendimento e, outras vezes efeitos debilitativos no rendimento.”

Além dos efeitos na directos na competição propriamente ditos, Cruz (1994) afirma que “o abandono da competição”, “a maior vulnerabilidade a lesões e a sua recuperação, parecem também consequências do stress e da ansiedade(…)”.

Referencias:

Cruz, J.F. (1996). Stress e ansiedade na competição desportiva: Natureza, avaliação e efeitos. in. http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/21084

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